Sociedade em Rede – Capítulo 7 – O limiar do Eterno

Texto desenvolvido por: Daniela Alencar, Nathália Souza, Quelli Carvalho e Vanessa Fontes.

Castells situa o homem como constante construtor de tecnologias. O autor enfatiza que, ao longo dos registros da trajetória histórica do homem, este vem produzindo meiosque facilitem a vida em sociedade. Essa construção tem sua origem através de um processo de interação coletiva de produção semiológica de objetos e recursos essenciais à vida em sociedade e a produção de riquezas

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Dentro deste processo de constituição tecnológica, o autor apresenta uma abordagem da compreensão semântica e histórica do tempo. Em seu estudo deixa claro que a percepção de tempo para o ser humano sofre interferências políticas historiográficas e antropológicas.

Para mostrar que o tempo sofre interferência política o texto mostra a divergência entre a contagem ocorrida em diversos momentos políticos na Rússia. Já no que diz respeita aos aspectos históricos,fica claro que, se em um período pré-histórico a percepção de tempo fundamentava-se na noção de dia e noite, claro e escuro, é possível identificar considerando, os dias atuais, que houve uma mutabilidade imensurável no comportamento humano, no que diz respeito a conceber, situar e mensurar o tempo.      Castells Ressalta como mais relevante a questão antropológica, isso porque, ao intitular o seu texto, O limiardo Eterno: Tempo Intemporal, em “A sociedade em Rede”, O autor mostra o quanto é determinante o aspecto antropológico, diante desse processo de construção signos sociais, explicando as transformações que se deram na concepção desde a criação das redes mundiais de computação.

Na verdade, mostra que essa cultura de interação, através de espaços virtuais, trouxe uma revolução cultural, seja na noção de distancia, seja na noção de tempo. Isso porque as interações instantâneas entre indivíduos, geograficamente, situados em regiões distintas trazem a baile as discussões sobre a relatividade dos conceitos de tempo, produzindo uma ruptura de paradigma, isso no que se refere à compreensão semiológica de tempo.

Sem dúvida, há muito pouco tempo atrás, as comunicações entre povos de regiões opostas do planeta sofriam os entraves de uma percepção de tempo, hoje considerada anacrônica. A depender da distancia, o contato levava, horas, meses e até anos para ser efetivado, o que não ocorre na contemporaneidade.

Corroborando com as idéias do Autor, também Schaff, (1995), no livro em que intitulou A Sociedade Informática, deixa claro o quanto o advento das redes mundiais e tecnologias inteligentes de comunicação outra significação para o conceito e noção de tempo, nas sociedades atuais.

Esse processo redimensionar o tempo, impulsionado pelo fenômeno politico e econômico denominado de globalização, tem como aspecto axiologicamente positivo possibilitar maior interação entre indivíduos de regiões longínquas, ampliando as redes de solidariedade e ajuda mutua em povos de diferentes nações.

Por outro lado, se as vantagens das possibilidades de interação virtual, a partir das redes mundiais, trouxeram mudanças e benefícios em relação concepção de tempo, não hácomo esquecer que este novo modelo trouxe também processo de extermínio e imposição cultural, onde povos que se julgam hegemônicos impõem a sua forma de ver o mundo, isso através de fenômeno denominado de neocolonialismo. Fenômeno, assim, intitulado pelo por Milton Santos, grande geografo contemporâneo.

Fonte:Google/ A Sociedade em Rede, CASTELLS, Manuel, 1996.

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