A Inteligência Coletiva: por uma antropologia do ciberespaço – Pierre Lévy

Inteligência coletiva é um conceito que permite desdobramento, uma concepção ampla, hoje ela é entendida no fenômeno das redes sociais. Partindo do principio de que o saber está na humanidade e que todos os indivíduos podem oferecer algum tipo de conhecimento, formam-se os grupos, as enciclopédias virtuais, comunidades, blogs, vlog’s e fóruns virtuais, onde muitos trabalham para milhões, e assim, beneficiando indivíduos isoladamente.

Teoricamente, o projeto de inteligência coletiva proposto por Levy não é apenas ligado ao conhecimento, mas sim um projeto a nível global que infere questões práticas destinadas as competências de cada um, para assim multiplicá-las. Elementos de diferentes pessoas e  ideias, pois a criatividade e inovação são individuais, que são somadas para criar algo maior. A interação entre diversas linguagens fornece um amplo conteúdo que possa ser passado de forma coesa à todos.
Inteligência ColetivaA progressão só acontece quando há “colaboração” e “oposição” ao mesmo tempo, a troca de idéias (colaboração) e o debate a respeito dessas idéias (oposição), são mais eficientes quando se fala em gerar conhecimento, é do equilíbrio entre esses dois lados que eclode a ‘IC’. A inteligência coletiva desenvolveu–se à medida que a linguagem evoluiu. A dissipação do conhecimento conduziu a difusão das idéias através dos discursos, da escrita já que podemos ler livros de autores que já morreram à muitos anos atrás, e da imprensa visto que, os meios de comunicação vão se modernizando e adquirindo mais inteligência coletiva.

Há um item indispensável na definição da inteligência coletiva, ela tem como objetivo o reconhecimento e enriquecimento recíproco das pessoas. ‘IC’ é uma inteligência compartilhada a toda parte, onde ninguém pode ser considerado ignorante. Em seu livro, Levy fala sobre isso, “Não existe nenhum reservatório de conhecimento transcendente, e o saber não é nada além do que o que as pessoas sabem”, e ainda conclui: “Se você cometer a fraqueza de pensar que alguém é ignorante, procure em que contexto o que essa pessoa sabe é ouro”.

A inteligência coletiva tem que ser incensadamente valorizada. No livro é possível ver citação que remetem ao que a sociedade vive atualmente: a preocupação com o conhecimento é vasta. Conhecer além daquilo que é limitado à alguém basta, as pessoas evitam ultrapassar esses limites. A inteligência só inicia e cresce em conjunto com a cultura.

Mas, o coletivo inteligente não se identifica apenas com o estado de cultura usual. A comunidade assume como objetivo a negociação da ordem estabelecida, do papel de cada indivíduo, da sua linguagem e definição de objetos. Porém nada é fixo, e isso não é sinônimo de desordem. Os atos são coordenados e avaliados em tempo real, baseado em critérios que são reavaliados e contextualizados.

Estudantes; Keyla Pereira, Israel Ferrão e Daniele Mello
4º Semestre
Jornalismo

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